domingo, 6 de janeiro de 2019

Catarina Mina, Força e merecimento

Como todos bem devem saber, São Luís do Maranhão foi erguida através de mão de obra escrava assim como todo o nosso país e estes muito sofreram de maus tratos equivalentes a total falta de humanidade.
Catarina Mina como era conhecida ou  Catarina Rosa Pereira de Jesus veio da Costa da Mina ( Golfo da Guiné na Africa ) que aliás foi de lá que vieram uma grande  parte dos escravos do Brasil onde aqui conheceram a humilhação e o tratamento desumano dos homens brancos que por ventura se consideravam superiores a estas pessoas que eram escravizadas e tidas como animais de estimação.
Infelizmente não existem muitos registros sobre Catarina Mina além dos relatos de que se tratava de uma mulher de uma beleza exuberante, atraente de seios fartos e belos, pernas bem torneadas e dona de uma boca carnuda e convidativa de beijos ardentes e um olhar capaz de dominar qualquer homem que a fitasse de maneira direta. Acredita-se que no século XIX  esta bela negra  era dona de uma barraca ao pé da ladeira da rua da calçada também conhecido nos dias de hoje como Canto do Tonico, desta barraca Catarina conseguiu juntar dinheiro o suficiente para comprar sua carta de alforria e segundo contam através de presentes dados por ricos comerciantes portugueses que a desejavam e que provavelmente a amavam.
Com a fortuna que acumulou dada através dos presentes dados por seus bem feitores e amantes conseguiu comprar a carta de alforria de muitos de seus amigos e com a liberdade que a gora era sua, tornou-se uma comerciante de mão cheia e como muitos negros que tiveram destaque também se tornou uma senhora de escravos que claro oprimia sua própria raça porque era uma cultura comum da época ter escravos  para mostrar poder perante a sociedade o que ao meu ver era tão somente uma total falta de personalidade por parte destas pessoas que um dia foram escravos e que depois de conhecer o sucesso é a retribuição dada ao seu povo oprimidos pelos grilhões



 

Infelizmente existem poucos relatos históricos sobre esta personalidade que se fez destacar perante uma sociedade que via pessoas de cor como seres inferiores que serviam apenas para trabalhos braçais e através de seus esforços  que por ventura merecidos e fez por merecer tal fama.  

    
 O beco Catarina Mina é um logradouro localizado na cidade São Luís que recebeu este nome em homenagem a ex-escrava  que atendia pelo mesmo nome . 
Seu inicio se dá na Avenida Dom Pedro II e tem seu termino na Travessa da alfândega, que fica justamente nos muros da câmara municipal de São Luís. 
Em meados de 1930, teve seu nome mudado para Rua Djalma Dutra, em homenagem a um dos herois  da revolta  do forte de Copacabana no ano de 1922, porém mesmo depois desta mudança ainda sim quando voçê for ao centro histórico a cidade , não adianta perguntar pela rua Djalma Dutra pois praticamente ninguém vai saber informar seu paradeiro. Agora se voçê pergunta pelo beco Catarina Mina, aí sim terá respostas pois é assim que todos no centro conhecem o local desejado ! 
Hoje o beco Catarina Mina é um dos locais mais visitados no centro histórico por conter lojas de artesanato, bares, restaurantes  um museu para visitação . Lembrando que o Beco Catarina Mina é um dos poucos locais que homenagearam uma mulher negra no Centro Histórico .

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ana Jansen, do poder ao sofrimento eterno !

O que dizer desta figura composta de várias mesclagens e contradições , hora ativista politica, hora ativista de movimentos  sociais, senhora de escravos, muitos escravos onde parte de suas lendas criaram maior fama.
Ana Joaquina Jansen Pereira ou Donana como era chamada pelos escravos, era filha de Vicente Gomes de Lemos  Albuquerque e sua mãe se chamava Rosa Maria Jansen Müller, era uma rica proprietária de imóveis, terras. Era descendente da nobreza europeia, sua familia veio para o Brasil mas especificamente para a cidade de São Luís , capital do estado colonial do maranhão e Grão-Pará  ( Após a independência , província do  Maranhão )
Ainda no período de sua adolescência ela foi expulsa de casa pelo seu pai por ter engravidado de um homem supostamente casado e desconhecido de todos, pela mesma não ter jamais revelado o nome deste homem, e para os padrões da época. ser mulher, adolescente,não ser mais virgem, grávida de pai desconhecido não era uma combinação nada saudável ou animadora para a sociedade daquele período.
O que se se sabe é o que foi citado, de que  ela jamais revelou o nome do pai de seu filho ou porque simplismente não sabia, apesar de ter sido criada em um âmbito familiar extremamente rigoroso era uma moça de comportamento ardente, o que lhe rendeu numerosos namorados sempre que conseguia dar suas escapadas e nestas escapadas ninguém conseguia descobrir o paradeiro da moça.


 

Após ser expulsa de casa com seu recém-nascido filho, tornou-se pobre e marginalizada e por estar sozinha e sem ter qualquer forma de renda própria para garantir seu sustento, passou fome e muitas  dificuldades, chegando até a si prostituir para sobreviver. Sua vida teve uma grande reviravolta ao conhecer o Coronel Isidoro Rodrigues Pereira, integrante da família mais rica daquela época com quem teve um relacionamento de muitos anos onde começou como uma amante e depois esposa. Assim que sua primeira mulher veio a falecer. O coronel logo  assumiu o relacionamento com a jovem Ana de maneira não legal, aceitou criar seu filho sem pai, dando-lhes uma casa e uma vida digna apesar de ser alvo de inúmeros preconceitos por ela no início criar seu filho sozinha pois ainda não tinha casado com o coronel e só morava ela e o filho numa casa cedida por ele.  
Sua situação passa a melhorar aos poucos logo após ter se tornado amante do coronel, o homem mais rico da província. Esse relacionamento mal visto torna Ana Jansen um alvo para a sociedade moralista da época tendo como principal inimiga, Dona Rosalina Ribeiro que dizia conservar a moral e bons costumes com extremo rigor, a mesma não aceitava que uma mulher que não era casada e que teve um filho de um homem que ninguém conhecia e ainda por cima ser amante de outro ainda casado.  O  comportamento liberal, avançado ou a frente de sua época simplismente chocava as mulheres daquela província que se casavam muito cedo e viviam uma vida de total submissão ao marido. O senhor Isidoro assumiu a relação com Ana após a morte de sua esposa ( Dona Vicência ). 
o casal permaneceram juntos por quinze anos até a morte de Isidoro.


Após anos e anos de comentários maldosos e preconceituosos a sociedade hipócrita aos poucos  a aceitou depois do casamento milionário, e como esperado passou a ser respeitada e depois da morte de seu marido passou a ser a viúva mais rica e uma poderosa senhora de terras e senhora de escravos além de líder política. passou a ser chamada de Rainha do Maranhão, a mesma após ter assumido tamanho poder, ela abraçou a fazenda Santo Antônio, que era propriedade do falecido coronel sendo que mais tarde conseguiu triplicar a fortuna herdada e com todo este poder na palma de suas mãos sua ambição só aumentava ainda mais após sua ascensão como lider politica ao reativar o quebrado BEM-TE-VI passando assim a comanda-lo com punho de ferro. 
Logo após de assumir o comando do partido, Ana manteve uma constante rivalidade politica com o comendador Meireles que era líder do partido conservador. Devido ao seu temperamento forte, explosivo e muito competitivo, seguido de uma capacidade de liderança fora do normal para uma mulher daquela época que normalmente eram totalmente submissas a seus maridos. Devido a todo este alvoroço suas histórias chegaram até a corte de Dom Pedro II, ficou conhecida por sua dureza e altoritarismo ao qual tratava seus funcionários e principalmente seus escravos que sofreram inúmeras mazelas entre açoites a multilações de imenso horror, além de serem lançados ao foço para aqueles que não a obedeciam suas ordens. Contasse que isso acontecia logo após supostamente Donana manter relações sexuais com estes escravos que lhe agradavam os olhos e para que ninguém descobrisse tais atos. 
cobrava pela distribuição de água da cidade sendo que já existia serviços ela escondia tal verdade de todos, ela comandou a distribuição de água por 15 longos anos o que lhe rendeu muitos lucros. 
Após a morte de Isidoro, Ana se tornou amante do Desembargador Francisco Vieira de Melo aumentando ainda mais sua fortuna e com ele teve quatro filhos, totalizando 11 filhos: 1 de pai desconhecido, 6 de Isidoro e 4  de Francisco. O desembargador nunca quis se casar com Ana e de comum acordo com a mesma viviam as escondidas e ela por uma mulher muito avançada para o seu tempo não ligava para o que as mulheres casadas diziam sobre ela, pois sempre aparecia grávida em  público e nem mesmo estava casada, chocando toda a sociedade, com o passar de alguns anos Ana vivia sozinha aos seus exatos 60 anos depois de ter se separado de seu amante, ela se casou pela segunda vez com um comerciante Paraense que atendia pelo nome de Antonio Xavier com quem não teve filhos e este casamento também só veio ara aumentar mais sua riqueza. Ana Jansen veio a falecer de causas naturais aos 76 anos .




Daí por diante vem as famosas lendas que todos conhecem sobre o espectro condenado a vagar pelas ruas, becos da grande São Luís por ter sido extremamente cruel com seus escravos em vida , sem poder descansar em paz andarilhando pelas ruas da cidade que tanto a temia , sempre em uma carruagem assombrada conduzida por um cocheiro negro decapitado, guiando dois cavalos igualmente decapitados . Conta-se que o coche maldito partiria sempre do cemitério do gavião onde a mesma foi sepultada, a lenda conta que este coche sempre se iniciava nas noite de quinta para sexta, em algumas versões tais lendas afirmam que a carruagem era puxada por duas mulas sem cabeça  e em outras conta-se que sua lenda e comparada a do cavaleiro sem cabeça onde a carruagem de Ana Jansen jamais ultrapassava ruas onde se mantinham pequenos córregos de água entre seu caminho. 


Verdade ou mentira , estas lendas passam de geração para geração, e a quem afirme que já se deparou com este espirito pelas ruas históricas da cidade e de como elas escaparam de ser levadas pela carruagem,  O fato é que Ana Jansen sempre vai habitar no imaginário dos ludovicenses.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A lenda da Serpente

Por sobre incontáveis histórias contadas de tempos em tempos, de bisavós para avós e de pais para filhos e de filhos para seus filhos e esses filhos ainda vão contar para seus futuros filhos, aqui em São Luís ESTAMOS repletos, recheados ou melhor dizendo no melhor linguajar ludovicense, um COFO cheio destas lendas que habitam o imaginário do maranhense e de todos os turistas que vem nos visitar ! ... uma das mais famosas destas lendas é sem dúvida a da serpente gigante que não se sabe ao certo como ela foi parar nas galerias subterrâneas, sabe-se apenas que ela nasceu  lá dentro e se encontra em um sono de mais de 400 anos dentro daqueles túneis subterrâneos de nossa cidade.



E para  aqueles céticos que duvidam e muito , convido para por esta coragem a prova visitando os túneis subterrâneas da cidade que ocupa quase toda a área abaixo do centro histórico da cidade que aliás não é pouca pernada não ! ... é um lugar onde a escuridão é sempre presente tendo vez ou outra iluminadas por pequenas tochas que ainda estão por lá, e quando você resolver visitar a Fonte do Ribeirão que é uma construção de uns quatro séculos de existência MUITO CUIDADO, pois é lá que ela costuma se esgueirar sempre a observar com seus olhos sonolentos porém sempre alerta  para aqueles que ousam adentrar em seus domínios tendo sempre o cuidado de não deixar estas almas corajosas e curiosas a nunca mais voltar para a superfície, é de botar medo em qualquer machão ! 

         
Dizem as más línguas que o bicho é tão grande que a barriga do animal esta bem na altura da igreja do Carmo, a calda ou o rabo como os mais simples aqui falam esta quase ou já alcançou a igreja de São Pantaleão, e a cabeça se encontra na Fonte do Ribeirão. A lenda conta que esta serpente cresce mais e mais a cada dia, e quando chegar o momento dela despertar 100% de seu sono seu enorme corpo irá sair das profundezas dos subterrâneos do Centro histórico causando destruição em toda vida  existente na ilha, a quem diga que quando chegar este momento a grande serpente irá circundar  toda a cidade, levando a mesma para o fundo do mar por conta da formação de um imenso maremoto. 
A fama desta lenda é tão grande que não tem um só maranhense independente que seja ou não da capital que não a conheça ! ... esta fama chegou a um patamar tão alto que mexeu de uma maneira super criativa com a mente do senhor Erlanes Duarte, para quem não sabe de quem se trata é o mesmo ator do filme Muleque Té Doido 1 e 2 onde o mesmo vive aventuras ao lado de Nikima ( Nikima Krakelê ), Sorriso ( Marcos Santos ) e Guida Guevara ( Junior André ), mas isso é um assunto para outra postagem, o fato é que estas lendas marcaram minha infância e sempre volto a ser criança quando eu as reconto para meus sobrinhos e demais crianças pois estas histórias não podem morrer jamais porque são estas coisas que tornam São Luís do Maranhão uma ilha  encanta e cheia de pontos turísticos e locais da hora para fazer uma visitação.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Nauro Machado, poeta e amigo !

Nascido em São Luís do Maranhão no dia 02 de agosto de 1935 e filho de Torquato Rodrigues Machado e Maria de Lourdes Diniz Machado, foi casado com a também escritora Arlete Nogueira da Cruz.
Poeta autodidata com vasto conhecimento em artes e filosofia. Comparado por alguns críticos a Fernando Pessoa, é original por ser poeta universal entre seus contemporâneos mais imediatos, como Ferreira GullarLago BurnettJosé Chagas e Bandeira Tribuzi. Se Gullar questiona a própria forma poética, Nauro Machado questiona a própria essência e destinação do ser humano, sem deixar de cultivar uma linguagem poética e uma técnica de versos exemplares. Sua obra apresenta traços de reflexão existencial angustiada e violenta que encontra poucas comparações na lírica de língua portuguesa.
Exerceu diversos cargos em órgão públicos entre eles DETRAN e EMATER e também na Secretaria de Cultura do Estado do Maranhão. Nauro Machado sempre viveu em São Luís, ausentando-se apenas por breves períodos, sobretudo para o Rio de Janeiro para publicar boa parte de suas obras. No entanto, grande parte de sua vida Nauro dedicou à sua grande paixão, a poesia. Recebeu diversos prêmios, dentre eles Academia Brasileira de Letras e da União brasileira de Escritores; teve varias de suas obras traduzidas para o alemão, francês e inglês.
Em novembro de 2014 publicou um livro, com o título: Esôfago Terminal, cujas poesias remetem a dor e a superação da sua luta contra o câncer.
Em outubro de 2015 recebeu o título de "Doutor Honoris Causa", concedido pelo Reitor da Universidade Federal do Maranhão,
Em novembro de 2015 lançou seu último livro em vida: O baldio som de Deus. Na ocasião revelou ter cinco livros prontos, ainda não publicados.
O que poucas pessoas sabem sobre este escritor de comportamento tranquilo e sem duvida genial, é que o mesmo antes de se casar era boêmio e gostava muito de apreciar uma boa cachaça com os amigos, era visto no bar do Edilson (pròx. a rua dos afogados} com uma certa frequência e para quem não sabe muitas de suas idéias literais nasceram destes âmbitos o que não tira jamais o mérito deste escritor fora de série pois tal comportamento só prova que as melhores idéias nascem de momentos como este, extremo amante da vida sempre  exaltava a este escritor que vos fala a importância de estudar e de divulgar meus trabalhos como artista plástico e o quanto apreciava minhas obras, era amado por todos por ter um comportamento muito simplória e por isso deixava um sentimento de amizade por passava .
Morreu aos 80 anos em 28 novembro de 2015 por decorrência de uma isquemia no trato digestivo e foi sepultado no cemitério do Gavião, no bairro Madre Deus, em São Luís Maranhão.

Obras

  • Campo sem base (1958)
  • O Exercício do caos (1961)
  • Do frustado órfico (1963)
  • Segunda comunhão (1964)
  • Ouro noturno (1965)
  • Zoologia da alma (1966)
  • Necessidade do divino (1967)
  • Noite ambulatória' (1969)
  • Do eterno indeferido (1971)
  • Décimo divisor comum (1972)
  • Testamento provincial (1973)
  • A Vigésima jaula (1974)
  • Os parreirais de Deus (1975)
  • Os órgãos apocalípticos (1976)
  • A antibiótica nomenclatura do inferno (1977)
  • As órbitas da água (1978)
  • Masmorra didática (1979)
  • Antologia poética, (1958-1979) (1980)
  • O calcanhar do humano (1981)
  • O cavalo de Tróia (1982)
  • O signo das tetas (1984)
  • Aplicerum da clausura : (novos sonetos) (1985)
  • Opus da agonia (1986)
  • O anafilático desespero da esperança (1987)
  • A rosa blindada (1989)
  • Mar abstêmio (1991)
  • Lamparina da aurora (1992)
  • Funil do ser : canções mínimas (1995)
  • A travessia do Ródano (1997)
  • Antologia poética (1998)
  • Túnica de ecos (1999)
  • Jardim de infância (2000)
  • Nau de Urano (2002)
  • O alaúde ambíguo (2002)
  • A rocha e a rosca: poema (2003)
  • Pão maligno com miolo de rosas: poema (2004)
  • Pátria do exílio : terceiro e último canto do poema Trindade Dantesca (2007)
  • Trindade dantesca: (poema) (2008)
  • O Cirurgião de Lázaro (2010)
  • Província : o pó dos pósteros (2012)
  • Percurso de sombras (2013)
  • Esôfago Terminal (2014)
  • O baldio som de Deus (2015)
  • Canções de Roda nos Pés da Noite (2016)
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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Adelina, a charuteira


Estamos em São Luís do Maranhão,  e o objetivo aqui é falar de artistas, escritores, personalidades que fazem e fizeram parte da história desta cidade cheia de encantos e magias.  Então  como não falar desta personalidade que é lembrada até hoje ?
Diferentimente do que muitas fontes apontam de que não existem registros exatos do nascimento desta escrava, em uma visita ao arquivo público de São Luís encontrei seu documento de batismo onde informa que Adelina nasceu em São Luís do Maranhão, por volta do século XIX, ou seja mais precisamente no dia 07 de abril de 1859, foi batizada em 27 de novembro de 1859 pelo reverendo Antonio Francelino de Abreu e seus padrinhos Manuel Joaquim da Fonseca e dona Maria Magdalena Henriques Viana. Adelina foi escravizada, assim como sua mãe, que era conhecida como “Boca da Noite” mas o seu nome era Josepha Tereza  da Silva. As mesmas fontes falam que as duas tinham um tratamento diferenciado dos outros escravos . 











Seu pai era um rico senhor e sendo filha dele recebeu a promessa de ser libertada ao fazer 17 anos, promessa que não foi cumprida e Adelina continuou sendo escrava de seu próprio pai que atendia pelo nome de João Francisco da Luz, Apesar de ser escrava, ela sabia  ler e escrever, o que era incomum.
O pai dela empobreceu e passou a fabricar charutos e a partir daí Adelina passou a ser a encarregada das vendas. Duas vezes ao dia, ela ia para cidade e passava de bar em bar vendendo vários charutos, além de vender avulso para quem passava. Os estudantes do Liceu eram seus clientes e por isso, ela sempre passava no Largo do Carmo e assistia a comícios abolicionistas promovidos pelos estudantes. A partir daí, ela passou a ser uma frequentadora assídua de manifestações em prol da abolição da escravatura.
O conhecimento de Adelina sobre a cidade, sua facilidade de transitar por ela e sua rede de relações conquistada através da venda de charutos foi um trunfo para a luta abolicionista. Afinal, isso possibilitava que os ativistas antecipassem ações da polícia com a ajuda das informações que ela coletava e o seu conhecimento da cidade e também que articulassem, mais facilmente, fugas de escravos. Adelina se envolveu diretamente em algumas fugas, entre elas, a da Esperança, que fugiu para o Ceará.


Até onde se sabe não existem registros fotográficos desta escrava que virou um ícone e sinônimo de força contra a opressão da época  e as fotos apresentadas são idéias de como talvez ela seria.
Adelina é um nome pouco conhecido, mas ela não deixa de ser notável por isso. Ela é mais uma mulher negra que lutou contra a escravidão e que teve seu nome invisibilizado na história por causa do sexismo e do racismo.
Particularmente ao meu ver Adelina charuteira é o verdadeiro retrato de luta por seus direitos  numa época onde o negro nao tinha vez e muito menos voz, da mulher a frente de seu tempo e que com muita força de vontade ela se fez destacar perante muitos por isso é que pessoas como ela jamais devem ser esquecidas .

Fonte: Dicionário das Mulheres do Brasil – de 1500 até a atualidade, biográfico e ilustrado. Organizado por Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil.
Arquivo Público de São Luís
 Por Carllos Fênix .

Nasce uma ave Imortal


A vida em uma visão geral é constituída de muitos percausos e obstáculos,  de alegrias e de momentos não tão  bons mas que fortalecem e ensinam que é no momento de fracasso que surge o melhor de um ser humano, é nestas horas que se tira as melhores lições para o sucesso, e assim nasce Carlos André Almeida Rocha ou simplesmente  Carllos Fênix que é nada mais nada menos que um artista plástico especializado em entalhe e escultura  madeira, arte esta que lhe foi ensinada por um  mestre entalhador da cidade de Manaus Amazonas, por ventura o Fênix também domina a arte do desenho (realista) além  da pintura em tela (óleo sobre tela e acrílico sobre tela )










Nascido em São Luís do Maranhão em 18 de novembro de 1977 , filho de Maria da Glória ( do lar ) e Francisco das Chagas ( carroceiro ). teve reconhecimento na criação de muitos trabalhos como:






A quebradeira de Côco
( entalhe em Madeira) obra que teve participação relevante na exposição de arte confraterna 2018 do critico de arte Couto Corrêa realizada no Centro da cidade, e na exposição ao ar livre ( Esquina da Arte ) Organizado por Liana Piorski




 O inicio da vida  ( óleo sobre tela ) vem para mostrar suas habilidades não apenas como escultor mas também como pintor.





 
Beleza indígina  é outro trabalho feito em óleo sobre tela mostrando o poder de diversificação deste artista 





  Exposição Confraterna 2018 do Crítico de Arte Couto Corrêa .

Atualmente o artista Carllos Fênix reside em São Luís onde declara seu profundo amor por esta cidade cheia de encantos e de pura magia ancestral, trazidas pelo tambor de crioula, o bumba meu boi,  o cacuriá e muitas outras manifestações culturais que tornam São Luís uma cidade única , de sabores inigualáveis e que o inspiram  cada vez mais .
Sua principal ambição é a difusão desta arte que por séculos  teve um grande destaque em São Luís e que hoje encontra-se praticamente esquecida por muitos,  Seu anseio em passar seu conhecimento para esta nova geração é tamanho que o mesmo esta sempre procurando meios através de projetos que tornem São Luís mais uma vez um berço de criadores da beleza .
As obras deste artista são de uma  graça e beleza sem igual e que merecem total apoio e reconhecimento do poder público com intuito de mostrar seu trabalho para mundo .
A obra de Carllos Fenix pode ser vista através das redes sociais logo abaixo e aproveitem para segui-lo e contemplar seu trabalho


Visitem o seu stagram  @carlos_fenix1977 curtam as fotos e sigam seu perfil.
Entrem em seu Facebook @carllosfenix1977